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Adriano Morais De Tratorista a "Rei de Las Vegas"

“O Bonitão de Hollywood” Quase sempre de camisa preta, calça jeans, chapéu e botas de couro de elefante, que custam até 10.000 dólares o par, ele também costuma fazer sucesso com o público feminino. Entre as mulheres, por causa de sua pinta de galã, o moreno de traços finos e olhos esgazeados tem outro apelido: “Bonitão de Hollywood”.Quando ele sobe no lombo de um touro, a platéia fica eletrizada e explode em entusiasmo. Se o rodeio é no Brasil, ela grita: “Seguuura peão!”. Nos últimos anos, porém, com cada vez mais freqüência, a saudação que se ouve é “Mou-rais! The Phenomenon!”. É assim, chamando-o de “fenômeno”, que os americanos se dirigem a Adriano Moraes Bicampeão Mundial de montaria em touros, nome inscrito no Guinnes Book o Livro dos Recordes, ídolo do rodeio norte-americano e conhecido como “Rei de Las Vegas”, o paulista Adriano Silva Moraes ainda não mereceu o devido reconhecimento no Brasil por seus feitos.Precursor de uma geração de peões brasileiros que vem escrevendo o nome do nosso País na história do rodeio mundial, Adriano Moraes é o único atleta das arenas a ser homenageado com uma estátua de bronze na “meca” mundial do Rodeio, Las Vegas. Inaugurada em outubro de 2001, a estátua de 4 metros é destaque nos jardins do Hotel Caesar Palace. “Familia” Mas nem sempre os tempos foram de glória para este peão de 37 anos, da paulista Quintana. Filho de um administrador de fazenda, Adriano teve uma infância humilde, mas cercado de coisas típicas das crianças da roça: pescava, caçava e até para a escola ia de cavalo, deixando o animal preso debaixo de uma árvore. Quando a necessidade apertava, trabalhava na colheita de tomate com toda a família. Mesmo com tanto sacrifício, os pais, Aparecido e Elizabeth, conseguiram criar os filhos com muita dignidade e união. Adriano tem 3 irmãos e 1 irmã: Edmo, André, Fernanda e Allan. Apesar de conviver com animais desde pequeno, a primeira vez que Adriano assistiu um rodeio foi em 1986. Estava com 16 anos. Apaixonou-se pelo esporte. Convidado por um amigo começou a montar em alguns touros no ano seguinte. “O Começo” Em fevereiro 1988, antes de completar 18 anos, estreou oficialmente nas arenas, em Domélia, SP, onde amargou uma desclassificação por não conhecer as regras do esporte. Mas não desistiu. Bom aprendiz, Adriano assimilou com rapidez as regras de montaria e em seu terceiro rodeio conquistou uma segunda colocação, garantindo o faturamento de um prêmio que superava, em nove vezes, o salário de tratorista, função que exercia na fazenda. Apesar dos pais não aprovarem a escolha do filho, que teve que abandonar o trabalho e o curso de magistério, Adriano arrumou a “tralha” e foi em busca de seu sonho, viajando de cidade em cidade para acompanhar o “circo” do rodeio. As dificuldades dos dois primeiros anos de profissão só foram aplacadas pelo companheirismo de Flávia, namorada que Adriano conheceu em 1989, no rodeio de Matão, SP, e com quem se casou três meses depois. A estudante de Nutrição não teve dúvidas em abandonar a faculdade, em Bauru, para poder acompanhar o marido. “Missionário das arenas” O casal atribui à união não só ao amor, mas a fé que comungam juntos desde 1990, ano em que Adriano começou sua ascensão profissional. Nascia ali não só um profissional obstinado e exemplo para toda uma geração, mas, principalmente, convicto de que seu sucesso é uma oportunidade que Deus lhe concedeu para que seja uma ferramenta de evangelização através do seu testemunho. Católico praticante, Adriano tem na sua religiosidade a mais marcante de suas característica. Conhecido pelo seu espírito missionário, bondade e conceito de moral, busca santidade de vida em toda sua caminhada. É membro da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista, SP, onde o peão, aliás, mantém uma fazenda de criação de gado. Vivendo num rancho em Keller, no Texas, com a esposa Flávia e os três filhos (Jeremias, Antonio e Pedro), Adriano Moraes é responsável por um grupo de evangelização, uma espécie de célula americana da Canção Nova. Além das reuniões para estudo da Bíblia e evangelização de outros peões, a Canção Nova-USA edita um jornal mensal trilíngue (inglês, português e espanhol), que é distribuído nos eventos. Moraes também professa sua fé através da Internet, com mensagens evangelizadoras que são disponibilizadas no seu site pessoal. No encontro com a família e com os irmãos de fé, no compartilhar dos cânticos e no estudo bíblico, Moraes encontra apoio, acalento e força para a vida corrida e cheia de perigos da arena, onde, destemido, se transformou em mais um herói brasileiro. “O Melhor” Adriano Moraes é considerado um dos melhores peões do mundo da atualidade, e o mais técnico de todos, na opinião de três “lendas” vivas do rodeio mundial: Ty Murray (7 vezes Campeão Mundial do “All-Around” da PRCA e atual presidente da PBR), Tuff Hedeman (4 vezes Campeão Mundial de montaria em touros e presidente da PBR de 1992 a 2004), e Don Gay (8 vezes Campeão Mundial de montaria em touros).Além de participar de todas as etapas do Campeonato da PBR, realizadas de Leste a Oeste dos Estados Unidos, Adriano também participa de algumas das etapas do Touring Pro, uma espécie de 2ª divisão do Campeonato da PBR, mas apreciado e disputado pelos competidores “tops”, porque a soma dos prêmios em dinheiro são considerados para efeito do Ranking e, também, porque serve como treinamento para vários cowboys, caso do nosso campeão. Considerado a porta de entrada para o Campeonato Mundial, o Touring Pro nasceu com o objetivo de oferecer oportunidades para novos competidores, isto porque, a cada 5 eventos, os cinco primeiros colocados deste ranking sobem para a 1ª divisão, ou seja, para o Campeonato da PBR. “Fama e Negócios” Citado em matérias de grandes jornais e revistas dos EUA, Adriano Moraes é presença constante em reportagens de TV e talk-shows. A fama na arena e a boa aparência levaram a imprensa americana e o público feminino a compararem o brasileiro a um “galã de Hollywood”. Seus feitos no rodeio, no entanto, tem possibilitado a Adriano Moraes ser um dos cowboys com maior número de produtos licenciados com sua marca: 16, entre os que já estão no mercado e outros em fase de produção. Os licenciamentos, feitos através da PBR, vão de acessórios para vestuário (masculino, feminino e infantil), a brinquedos, games, botons, álbuns de figurinha, calendários, produtos de informática e telefonia, posters, fotos, botons, entre outros, em parceria com grandes marcas americanas.Os produtos são vendidos por catálogos da PBR, Internet, diferentes redes de lojas (conforme o produto), shoppings e cadeias supermercadistas, entre eles Wal-Mart e Mass Market, e anunciados em revistas, jornais e nos intervalos das transmissões televisivas da PBR (CBS, OLN/Canadá, Telemundo e ESPN).Adriano Moraes é patrocinado pela Resistol Rodeo Gear (maior fabricante mundial de chapéus) e Botas Lucchese. Moraes pretende permanecer nos Estados Unidos por mais alguns anos, competindo, aprimorando seus licenciamentos e investindo como diretor da PBR, onde tem muita influência junto aos peões. “Cronologia de um Campeão” 1970 – Nasce em Quintana, interior paulista, no dia 20 de abril. 1986 – Das arquibancadas, assiste seu primeiro rodeio. 1987- Monta em alguns rodeios, acompanhando amigos 1988 – Em fevereiro, estréia oficialmente nas arenas, no rodeio de Domélia, SP. É desclassificado, apesar de permanecer 8 segundos na montaria. Em seu terceiro rodeio conquista a segunda colocação e ganha um prêmio equivalente a nove salários que tinha como tratorista. 1989 – Conhece Flávia, com quem se casa em 3 meses. 1990 – Começa sua ascensão profissional; obtém vários títulos e prêmios na arena. Ganha seu primeiro carro no rodeio, um Gol 0km. Começa a transformar sua carreia em oportunidade de evangelização através do testemunho pessoal. 1991 – Já conhecido por sua garra e vitórias, é convidado pelo Campeão Mundial de montaria em touros,
Charles Sampson, a participar de rodeios nos Estados Unidos. 1992 – Consagra-se Campeão Brasileiro. Viaja para os Estados Unidos, onde conquista o título de campeão em um dos mais famosos rodeios daquele país 1993 – Volta ao Brasil em busca de patrocínio. Cronologia (Continuação) * Atuando como uma espécie de “chanceller” do Brasil nas arenas americanas, idealiza o I Rodeio Internacional de Barretos, SP, com participação de competidores dos EUA. * Consagra-se Bicampeão Brasileiro em novembro. * Fecha patrocínio com o Frigorífico Anglo para sua temporada 1994 nos Estados Unidos. 1994 – Dá início a sua carreira internacional. Conquista o título de Campeão Mundial da PBR – Professional Bull Riders. * Conquista o título de Campeão de Calgary (Canadá). * Conquista o título de Campeão da National Finals Rodeo (N.F.R.), em Las Vegas, Nevada, EUA, o maior circuito do rodeio completo e promovido pela PRCA – Professional Rodeo Cowboys Association. * É o terceiro homem da história do rodeio a montar e “parar” (não cair) nos 10 touros da N.F.R. O feito foi registrado no Guinnes Book, o Livro dos Recordes. * É o cowboy que mais ganhou prêmios nas arenas americanas durante toda a temporada. 1995 – Inicia o ano com excelentes resultados, mais uma distensão muscular o afasta das arenas. Sua cidade natal, Quintana, inaugura um recinto de rodeio com o nome Adriano Moraes, numa homenagem ao mais nobre filho da terra. Cronologia (Continuação) 1996 – Volta a vencer na National Finals Rodeo (Circuito da PRCA), em Las Vegas, e por pouco não “pára” nos 10 touros. 1997 – Lidera o ranking do Campeonato Mundial da PBR até agosto, quando, ao ajudar um amigo no rodeio de Barretos, SP, quebra uma perna que o faz se afastar das arenas. Termina a temporada como vice-campeão da PBR. Transforma em realidade o Projeto “Rodeio com Cristo”, eventos onde promove provas e encontros de evangelização. “Rodeio com Cristo” tem duração de 3 anos (até 1999). 1998 – Quebra novamente a perna e fica afastado das arenas, mas ainda conquista o 6º lugar no ranking do Campeonato Mundial da PBR. 1999 – Estabelece-se no Brasil, trabalhando no projeto de evangelização da Canção Nova e participando de alguns rodeios. Cronologia (Continuação) 2000 – Compete nas arenas do Brasil e EUA. Participa de 50% das etapas do Campeonato Mundial da PBR, e termina em 4º lugar no ranking da temporada. 2001- Se divide entre EUA e Brasil. Conquista o Bicampeonato Mundial da PBR e quebra mais uma vez o recorde em “paradas” de montarias. É homenageado com uma estátua em bronze, tamanho natural, nos jardins do Ceaser Palace Hotel, em Las Vegas, por ser o primeiro Campeão Mundial da PBR.Conquista o “World Challenge”, uma disputa entre os 5 países de maior expressão no rodeio: USA, Brasil, Austrália, Canadá e México. Realizando um grande sonho, Adriano trás o Campeonato Mundial da PBR para o Brasil, e com ajuda de seu sócio Flavio Junqueira, e de grandes patrocinadores, realiza 4 etapas da PBR em território brasileiro. 2002 – Lutando contra repetidas contusões, Adriano Moraes termina a temporada em 9º lugar no Ranking da PBR. 2003- Considerado pelo peão brasileiro o pior ano de sua vida profissional, terminando em 29ª colocação no ranking do Campeonato Mundial da PBR. Cronologia (Continuação) 2004- Estréia com vitória na segunda etapa do Campeonato Mundial da PBR nos dias 2 e 3 de janeiro, em Worcester, no Estado de Massachusetts, EUA, assumindo naquele momento a vice-liderança do ranking. Depois de liderar durante toda a temporada o Ranking do Campeonato da PBR – “Built Ford Tough Championship” (Campeonato Mundial de Montaria em Touros), Adriano Moraes perde a oportunidade de se transformar no primeiro Tricampeão Mundial da modalidade. Em função de mudanças no sistema de pontuação na etapa Final, ele não consegue manter a liderança ao “não parar” nas duas últimas montarias. Garantiu, no entanto, conquistar o título de Vice-campeão Mundial de 2004 A P.B.R. chegou ao final, mas não como espéravamos. o bi-campeão Adriano Moraes liderou o campeonato por todo o ano. Tanto que na etapa final ele estava com 1900 pontos a frente do segundo colocado . No entanto a diretoria da entidade resolveu de última hora mudar as regras do jogo, causando uma péssima impressão a todos. Porem mais uma vez os grandes destaques da final foram dois brasileiros( Paulo Crimber, e Guilherme Marchi).Apesar dos acontecimento , o público presente aplaudiu de pé Adriano Moraes. “Aqui como lá….Maracutáias há “

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