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Melhor Posiçao para Sela Muda Tudo

function validacampos() {
if(frm2.Base.value == 0) {
alert(‘Por favor escreva um valor.’);
document.frm2.Base.focus();
return false;
}
}

function envia(){
document.frm1.submit();
}

                                                                                              
por: Cor. Eduardo Netto de Almeida

É importante
que todos os envolvidos na Equitação, sejam Professores, Alunos ou
simples Praticantes, dêem os mesmos nomes às mesmas coisas.

Porque
estou inteiramente de acordo com o que aqui está afirmado, e porque
tenho visto escritos textos nos quais não encontro o significado de assiette que eu defendo, apeteceu-me escrever umas ligeiras considerações sobre este assunto.

Primeiro que tudo porque se trata de um termo francês, fui ver o que se encontrava no LARROUSSE. E encontrei o seguinte: manière d’être assis à cheval (maneira de estar sentado a cavalo), o que é muito diferente da normal tradução de assento, encontrada muitas vezes entre nós.

Pois aquilo a que eu chamo assiette é a esta postura no arreio, ou seja, a colocação em sela, o que está de acordo com o que diz o Larrousse.

E
porquê esta preocupação com a colocação em sela? Porque dela depende a
ligação do cavaleiro ao “movimento” do cavalo. Não ao cavalo. São duas
coisas totalmente diferentes. O cavaleiro tem que se ligar ao movimento
do cavalo para que este não sinta que leva às costas um saco que lhe
dificulta a execução, com elegância, dos movimentos que o cavaleiro lhe
pede.

E aqui entra o texto de Miguel Ralão
Duarte, pois a maneira de o cavaleiro se ligar ao movimento do cavalo
tem a ver com a movimentação das articulações do seu tronco,
principalmente a cintura, em harmonia com as do dorso do cavalo
causadas pela necessidade dos seus andamentos.

Na
colocação em sela há dois pontos chave sem os quais nada se consegue:
flexibilidade e equilíbrio. Á flexibilidade do tronco acabo de me
referir. Para que haja equilíbrio o cavaleiro tem que se instalar na
sela “apoiado” no períneo, e não nos ossos da bacia
(assento), para que, posteriormente, as pernas possam ter as coxas o
mais perto possível da vertical, conforme consta dos desenhos indicados
abaixo e copiados do Reg. de Dressage da F.E.P.. E só com as coxas
nesta posição é possível que as pernas se encostem
aos flancos do cavalo de forma a, com suavidade e oportunidade, lhe
darem as indicações necessárias para que ele compreenda o que o
cavaleiro lhe quer transmitir.

É só também,
após cumpridas estas condições de flexibilidade e equilíbrio, que as
mãos podem procurar tomar o “contacto” com a boca do cavalo, contacto este maravilhosamente definido no Reg. de Dressage da F.E.P. como a maneira constante suave e elástica como o cavalo de instala na mão do cavaleiro.

Acho
esta definição muito boa, pois, em duas linhas descreve todas as
características que o contacto deve ter. “Constante suave e elástica” –
define precisamente aquilo que desejamos sentir na mão, quando montamos
qualquer cavalo bem ensinado. “Instala na mão do cavaleiro” – estamos a
vermo-nos a instalarmo-nos num cadeirão da maneira mais cómoda
possível; assim também o cavalo se deve instalar da maneira mais cómoda
na mão do cavaleiro. Porque desde que o cavalo se sinta cómodo, está
pronto a aceitar, com boa vontade, todas as exigências que o cavaleiro
lhe fizer.

ASSIETTE – o que é?

Chamo a atenção para os diferentes termos com que designei coisas diferentes: apoio do corpo, por meio do “períneo” no arreio, encosto das pernas ao flanco do cavalo e contacto
da mão do cavaleiro com a sua boca. A estas diferentes designações me
obriga o facto de F.E.P. através do seu Reg. de Dressage ter definido o
que é contacto, o que faz com que eu não possa empregar este
termo com qualquer outro significado, isto para que nos entendamos com
facilidade.

E agora o que queremos dizer quando afirmamos que é preciso empurrar com o assiette?
Já vimos que não é com o assento, pois nem sequer nos devemos apoiar
nele, mas sim no períneo. Também já vimos que uma das qualidades da boa
colocação em sela é o equilíbrio. Portanto o cavaleiro para empurrar
com o assiette tem que manter o equilíbrio e, aumentando um pouco a
amplitude de abertura e fecho de todas as suas articulações, em
cadência com os movimentos do cavalo, faz-lhe sentir que tem que
aumentar o seu desejo de “andar para diante”, para bem executar o que o
cavaleiro lhe pede. Isto nada tem a ver com o cavaleiro sentado bem
atrás e pernas para a frente a procurar fazer “surf” em cima do cavalo.

É, portanto uma acção que tem que resultar da própria colocação em sela que deve ser naturalmente propulsiva, e tem que ter o empenhamento de todas as articulações do corpo do cavaleiro.

Os
alemães Steinbrecht e Podhajsky referem frequentemente o assiette como
origem de impulsão, sendo que este último autor preconiza, quase
sempre, o emprego simultâneo do assiette e das pernas.

O
Regulamento de Dressage trás um desenho (aqui reproduzido) que traduz
muito bem o que se deve considerar como boa colocação em sela.

Sobre o texto de M. Ralão Duarte que transcrevi acima, quero fazer algumas considerações sobre estabilizar o corpo sem a força das pernas ou das mãos.
Penso que isto significa que o tronco deve estar completamente
descontraído e apto a absorver e anular todos os movimentos com que o
corpo do cavalo nos agride, única maneira de, futuramente, as mãos e as
pernas, também descontraídas, poderem executar acções justas e
precisas. E também apoiado no arreio, não pelos ossos da bacia mas pelo
períneo, para que a vertical do tronco possa passar no calcanhar, como
está no desenho, acima, única maneira de se conseguir um bom equilíbrio
a cavalo
, tudo isto com o objectivo de as mãos e as pernas poderem
estar imóveis em relação, respectivamente à boca do cavalo e ao seu
costado para que as suas ajudas possam ser precisas e justas como disse
umas linhas acima, mas não me canso de repetir.

Mas, ainda sobre a tradução de assiette por assento, fui encontrar no Regulamento de Dressage da FEP, o seguinte:

Artº. 470 – Posição e ajudas do cavaleiro (Artº. 418 do RD  FEI).
1 – …
2
– O assento tem uma importância tão grande como a acção das pernas ou
das mãos. Somente um cavaleiro sabendo soltar ou fixar a região lombar
no momento certo está em condições de agir correctamente sobre o cavalo.

Alguns comentários:

• Não gosto do termo POSIÇÃO pois dá-me a noção de um conceito muito estático. Gosto mais de COLOCAÇÃO EM SELA que traduz um conceito mais dinâmico.

• E,
além disso, o que é que tem a ver o “assento” com “soltar ou fixar a
região lombar no momento certo”?. É a tal tradução de “assiette” que
nada tem a ver com “assento”, como me parece

E já
que estamos a tratar de colocação em sela, parece oportuno dizer
qualquer coisa com respeito aos exercícios a efectuar para que se
conseguir uma assiette correcta.

Na
pág. 63 da 2ª edição do Manual foram incluídos uns desenhos, que
reproduzo na página seguinte, que querem significar alguns exercícios
de flexibilização para se conseguir uma boa assiette. Não se percebe
porque foram incluídos nesta pág., e não noutra qualquer, pois não têm
qualquer conecção com o texto ou com o capítulo no qual foram inseridos.

ASSIETTE – o que é?

Façamos uma ligeira análise:

• O
nº 1 é inútil. Basta dizer que em 90% do nosso tempo estamos numa
posição de sentado (á secretária ou no computador ou à mesa a comer) e
com as coxas juntas (músculos costureiros não alongados), enquanto que,
a cavalo, temos que estar descontraídos numa posição como que dobrada
para trás para que a vertical dos ombros passe pelo calcanhar
(costureiros alongados), o que custa a conseguir. Por isso não há
qualquer vantagem em levantar os joelhos. Além disto acontece que dou
um doce a quem conseguir fazer este exercício, com as duas coxas
elevadas (foto 1 abaixo indicada), a trote, por mais de meia dúzia de
passos, e muito menos a galope como refere a descrição.

• Em todos os restantes, tirando talvez o nº2, as coxas não estão minimamente descidas.

• No
nº 3 o calcanhar tem que ser atirado mais para trás, para que a coxa
fique vertical. A finalidade é ginasticar a articulação da coxa e não a
do joelho.

• O nº 7 é uma anedota. Parece ter
como finalidade aumentar a amplitude de flexibilidade da cintura. Devo
dizer que nunca encontrei nenhum cavaleiro que tivesse necessidade
disso. De descontracção, sim. De falta de amplitude, não. E o 1º
exercício do nº 7 está completamente errado. Para chegar com as mãos o
mais abaixo possível, a execução é a que está exemplificada na foto 2
(abaixo indicada) com o bico do pé para cima e a barriga da perna
fortemente abraçada ao cavalo para manter o equilíbrio e a solidez.
Desculpem a falta de “à vontade” mas os 84 não perdoam. E quanto á 2ª
posição do nº 7: para se dar prioridade à descontracção, todos os
exercícios devem ser feitos em equilíbrio sem necessidade de apoios
exteriores ao corpo. Para fazer assim não é preciso o cavalo para nada.

ASSIETTE – o que é?

E,
em minha opinião, falta um exercício que considero indispensável para
se obter a flexibilidade dos braços: com os cavalos a galope e sem
rédeas, fazer, com as mãos, um acompanhamento, muito exagerado, dos
movimentos da boca do cavalo. Quando era instruendo do meu Curso de
Equitação,
chamávamos a este exercício: murros na direcção da boca do
cavalo.

Pode parecer estranho que faça esta
crítica quando na pág. III desta 2ª edição figuro como autor. Quero
explicar que não fui consultado para opinar sobre as alterações
introduzidas pelas observações indicadas pelo C.S.P. da E.N.E., de que
só tive conhecimento quando saiu esta 2ª edição, e que os desenhos aqui
reproduzidos também não são da autoria do Eng. Pedro Dória, como está
afirmado na mesma página. Não faço a mínima ideia de onde foram
copiados.

Por estas razões resolvi não autorizar
que, na futura 3ª edição, que há dois anos me foi afirmado que sairia
brevemente (o que ainda não aconteceu), figurasse o meu nome como autor.

Ainda,
oportunamante, propus a substituição dos desenhos acima indicados pelos
que apresento a seguir, feitos pelo Eng. Pedro Dória, mas foi-me
respondido que por urgência da publicação da 3ª edição do Manual tal
não era possível. Isto passou-se há mais de dois anos e o Manual ainda não apareceu. Consta-me agora que vai ser publicado por intervenção da Revista Equitação.

ASSIETTE – o que é?

Se compararmos estes desenhos com os anteriores, verificamos:

• O nº 1 desapareceu.

• De uma maneira geral as coxas estão mais verticais.

• No nº 2 o calcanhar está mais puxado para trás para que a coxa esteja mais vertical.

• Desapareceram os dois exercícios nº 7.

• Aparece um exercício novo nº7: socos na direcção da boca do cavalo, para flexibilização dos braço e ombros.

fonte equisport -pt

mais sobre cavalos cliquem aqui redehorseblog

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