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Cavalos abandonados em estradas na Irlanda



Cavalos abandonados em massa na Irlanda

É bem verdade e do conhecimento de todos da forte crise economica que vem arrasando a Irlanda, porem agora comecou afetar ate mesmo os indefesos cavalos

Esta crise parece nao ter mais fim, desde 2008  quando caiu ate mesmo o governo com uma divida externa muito alta e desemprego acima dos 13%; a economia permanece em recessão desde 2008. Entretanto a Irlanda aceitou um pacote de 85 bilhões de euros e as medidas mais austeras provenientes da Europa.

Em tempos de crise económica, os cavalos que custam em torno de US 40,00 por dia virou artigo de luxo, e comecaram a ser abandonados nas ruas e nos arredores das estradas,principalmente na cidade de Dunsink, que virou um local abandonado e um verdadeiro cemiterio de cavalos, para tentar amenizar o problema moradores estao promovendo o “Mercado de Cavalos de Smithfield”, um evento sem regulamentação e que acontece uma vez por mês, no terreno de uma antiga destilaria, ao lado do Rio Liffey em Dublin. Neste mercado os cavalos são vendidos ou para servir como animais de estimação ou para produção de carne, por menos de 15 dólares.

A “Sociedade Irlandesa de Prevenção à Crueldade Animal” tem uma capacidade limitada  para cavalos ou póneis feridos ou doentes devido ao baixo orcamento,  mais mesmo assim , o número aumentou para 106 em 2009. Este ano, cerca de 115 animais foram encontrados até agora. Antes de 2008 o numero de animais atendidos pela SIPCA, nao passava de 26 animais.

Acompanhem os videos desta enorme catastrofe que vem chocando o mundo.

agora abaixo o video da feira livre de cavalos na cidade de Dublin e mais sobre esta tragedia com os cavalos na Irlanda.

Ireland: Abandoned Horses on the Emerald Isle | European Journal

Que as autoridades locais se sensibilizem e tomem alguma atitude por estes indefesos animais . Deixem seus comentarios, participem.

mais sobre cavalos Socavalo Blog

Ultimo Percurso de OKI DOKI

Oki Doki como todos se lembram foi um dos maiores cavalos de hipismo da atualidade e deixou muita historia.

Seu sucesso com Albert Zoer foi imensuravel, chegando a campeão do mundo por equipe, também ganhou o bronze individual no último Campeonato Europeu que foi campeao por equipes em 2007 dentre varios outros titulos

Oki Doki foi vendido ao cavaleiro argentino Jose Larocca dizem que por EU$ 5,000,000,00 com quem teve uma lesão no tendão em  etapa do GTC em Cannes na recepçao de um salto em oxer.

Não muitos dias depois tivemos a triste notícia de sua morte causada por uma colica aliada a uma infecçao no abdomem totalmente inexplicavel causando sua morte .

Neste video temos a última pista de Oki Doki e sua lesão em Canes GTC Tour aproveitem e assistam sua ultima pista vivo .

É triste, realmente..


Mais sobre Cavalos de Hipismo Cliquem aqui cavalodehipica

Video impressionante de Redeas

        Assistam este video impressionante de uma prova de redeas da qual a amazona se apresenta sem sela e sem cabeçada , totalmente solta no cavalo
realizando um apresentaçao de otimo nivel tecnico, veja e deixem seus comentarios.

Mais sobre cavalos cliquem aqui Redehorse

Touro salta na plateia e fere dezenas de expectadores


Touro salta para bancadas e fere dezenas

Um
touro espalhou o pânico em uma praça de touradas de em Navarra (Espanha),
quando conseguiu saltar para arquibancada assistam este video impressionante deixem seus comentarios.

Link para o Video do acidente

Mais sobre cavalos cliquem aqui cavalodehipica blog


Melhor Posiçao para Sela Muda Tudo

function validacampos() {
if(frm2.Base.value == 0) {
alert(‘Por favor escreva um valor.’);
document.frm2.Base.focus();
return false;
}
}

function envia(){
document.frm1.submit();
}

                                                                                              
por: Cor. Eduardo Netto de Almeida

É importante
que todos os envolvidos na Equitação, sejam Professores, Alunos ou
simples Praticantes, dêem os mesmos nomes às mesmas coisas.

Porque
estou inteiramente de acordo com o que aqui está afirmado, e porque
tenho visto escritos textos nos quais não encontro o significado de assiette que eu defendo, apeteceu-me escrever umas ligeiras considerações sobre este assunto.

Primeiro que tudo porque se trata de um termo francês, fui ver o que se encontrava no LARROUSSE. E encontrei o seguinte: manière d’être assis à cheval (maneira de estar sentado a cavalo), o que é muito diferente da normal tradução de assento, encontrada muitas vezes entre nós.

Pois aquilo a que eu chamo assiette é a esta postura no arreio, ou seja, a colocação em sela, o que está de acordo com o que diz o Larrousse.

E
porquê esta preocupação com a colocação em sela? Porque dela depende a
ligação do cavaleiro ao “movimento” do cavalo. Não ao cavalo. São duas
coisas totalmente diferentes. O cavaleiro tem que se ligar ao movimento
do cavalo para que este não sinta que leva às costas um saco que lhe
dificulta a execução, com elegância, dos movimentos que o cavaleiro lhe
pede.

E aqui entra o texto de Miguel Ralão
Duarte, pois a maneira de o cavaleiro se ligar ao movimento do cavalo
tem a ver com a movimentação das articulações do seu tronco,
principalmente a cintura, em harmonia com as do dorso do cavalo
causadas pela necessidade dos seus andamentos.

Na
colocação em sela há dois pontos chave sem os quais nada se consegue:
flexibilidade e equilíbrio. Á flexibilidade do tronco acabo de me
referir. Para que haja equilíbrio o cavaleiro tem que se instalar na
sela “apoiado” no períneo, e não nos ossos da bacia
(assento), para que, posteriormente, as pernas possam ter as coxas o
mais perto possível da vertical, conforme consta dos desenhos indicados
abaixo e copiados do Reg. de Dressage da F.E.P.. E só com as coxas
nesta posição é possível que as pernas se encostem
aos flancos do cavalo de forma a, com suavidade e oportunidade, lhe
darem as indicações necessárias para que ele compreenda o que o
cavaleiro lhe quer transmitir.

É só também,
após cumpridas estas condições de flexibilidade e equilíbrio, que as
mãos podem procurar tomar o “contacto” com a boca do cavalo, contacto este maravilhosamente definido no Reg. de Dressage da F.E.P. como a maneira constante suave e elástica como o cavalo de instala na mão do cavaleiro.

Acho
esta definição muito boa, pois, em duas linhas descreve todas as
características que o contacto deve ter. “Constante suave e elástica” –
define precisamente aquilo que desejamos sentir na mão, quando montamos
qualquer cavalo bem ensinado. “Instala na mão do cavaleiro” – estamos a
vermo-nos a instalarmo-nos num cadeirão da maneira mais cómoda
possível; assim também o cavalo se deve instalar da maneira mais cómoda
na mão do cavaleiro. Porque desde que o cavalo se sinta cómodo, está
pronto a aceitar, com boa vontade, todas as exigências que o cavaleiro
lhe fizer.

ASSIETTE – o que é?

Chamo a atenção para os diferentes termos com que designei coisas diferentes: apoio do corpo, por meio do “períneo” no arreio, encosto das pernas ao flanco do cavalo e contacto
da mão do cavaleiro com a sua boca. A estas diferentes designações me
obriga o facto de F.E.P. através do seu Reg. de Dressage ter definido o
que é contacto, o que faz com que eu não possa empregar este
termo com qualquer outro significado, isto para que nos entendamos com
facilidade.

E agora o que queremos dizer quando afirmamos que é preciso empurrar com o assiette?
Já vimos que não é com o assento, pois nem sequer nos devemos apoiar
nele, mas sim no períneo. Também já vimos que uma das qualidades da boa
colocação em sela é o equilíbrio. Portanto o cavaleiro para empurrar
com o assiette tem que manter o equilíbrio e, aumentando um pouco a
amplitude de abertura e fecho de todas as suas articulações, em
cadência com os movimentos do cavalo, faz-lhe sentir que tem que
aumentar o seu desejo de “andar para diante”, para bem executar o que o
cavaleiro lhe pede. Isto nada tem a ver com o cavaleiro sentado bem
atrás e pernas para a frente a procurar fazer “surf” em cima do cavalo.

É, portanto uma acção que tem que resultar da própria colocação em sela que deve ser naturalmente propulsiva, e tem que ter o empenhamento de todas as articulações do corpo do cavaleiro.

Os
alemães Steinbrecht e Podhajsky referem frequentemente o assiette como
origem de impulsão, sendo que este último autor preconiza, quase
sempre, o emprego simultâneo do assiette e das pernas.

O
Regulamento de Dressage trás um desenho (aqui reproduzido) que traduz
muito bem o que se deve considerar como boa colocação em sela.

Sobre o texto de M. Ralão Duarte que transcrevi acima, quero fazer algumas considerações sobre estabilizar o corpo sem a força das pernas ou das mãos.
Penso que isto significa que o tronco deve estar completamente
descontraído e apto a absorver e anular todos os movimentos com que o
corpo do cavalo nos agride, única maneira de, futuramente, as mãos e as
pernas, também descontraídas, poderem executar acções justas e
precisas. E também apoiado no arreio, não pelos ossos da bacia mas pelo
períneo, para que a vertical do tronco possa passar no calcanhar, como
está no desenho, acima, única maneira de se conseguir um bom equilíbrio
a cavalo
, tudo isto com o objectivo de as mãos e as pernas poderem
estar imóveis em relação, respectivamente à boca do cavalo e ao seu
costado para que as suas ajudas possam ser precisas e justas como disse
umas linhas acima, mas não me canso de repetir.

Mas, ainda sobre a tradução de assiette por assento, fui encontrar no Regulamento de Dressage da FEP, o seguinte:

Artº. 470 – Posição e ajudas do cavaleiro (Artº. 418 do RD  FEI).
1 – …
2
– O assento tem uma importância tão grande como a acção das pernas ou
das mãos. Somente um cavaleiro sabendo soltar ou fixar a região lombar
no momento certo está em condições de agir correctamente sobre o cavalo.

Alguns comentários:

• Não gosto do termo POSIÇÃO pois dá-me a noção de um conceito muito estático. Gosto mais de COLOCAÇÃO EM SELA que traduz um conceito mais dinâmico.

• E,
além disso, o que é que tem a ver o “assento” com “soltar ou fixar a
região lombar no momento certo”?. É a tal tradução de “assiette” que
nada tem a ver com “assento”, como me parece

E já
que estamos a tratar de colocação em sela, parece oportuno dizer
qualquer coisa com respeito aos exercícios a efectuar para que se
conseguir uma assiette correcta.

Na
pág. 63 da 2ª edição do Manual foram incluídos uns desenhos, que
reproduzo na página seguinte, que querem significar alguns exercícios
de flexibilização para se conseguir uma boa assiette. Não se percebe
porque foram incluídos nesta pág., e não noutra qualquer, pois não têm
qualquer conecção com o texto ou com o capítulo no qual foram inseridos.

ASSIETTE – o que é?

Façamos uma ligeira análise:

• O
nº 1 é inútil. Basta dizer que em 90% do nosso tempo estamos numa
posição de sentado (á secretária ou no computador ou à mesa a comer) e
com as coxas juntas (músculos costureiros não alongados), enquanto que,
a cavalo, temos que estar descontraídos numa posição como que dobrada
para trás para que a vertical dos ombros passe pelo calcanhar
(costureiros alongados), o que custa a conseguir. Por isso não há
qualquer vantagem em levantar os joelhos. Além disto acontece que dou
um doce a quem conseguir fazer este exercício, com as duas coxas
elevadas (foto 1 abaixo indicada), a trote, por mais de meia dúzia de
passos, e muito menos a galope como refere a descrição.

• Em todos os restantes, tirando talvez o nº2, as coxas não estão minimamente descidas.

• No
nº 3 o calcanhar tem que ser atirado mais para trás, para que a coxa
fique vertical. A finalidade é ginasticar a articulação da coxa e não a
do joelho.

• O nº 7 é uma anedota. Parece ter
como finalidade aumentar a amplitude de flexibilidade da cintura. Devo
dizer que nunca encontrei nenhum cavaleiro que tivesse necessidade
disso. De descontracção, sim. De falta de amplitude, não. E o 1º
exercício do nº 7 está completamente errado. Para chegar com as mãos o
mais abaixo possível, a execução é a que está exemplificada na foto 2
(abaixo indicada) com o bico do pé para cima e a barriga da perna
fortemente abraçada ao cavalo para manter o equilíbrio e a solidez.
Desculpem a falta de “à vontade” mas os 84 não perdoam. E quanto á 2ª
posição do nº 7: para se dar prioridade à descontracção, todos os
exercícios devem ser feitos em equilíbrio sem necessidade de apoios
exteriores ao corpo. Para fazer assim não é preciso o cavalo para nada.

ASSIETTE – o que é?

E,
em minha opinião, falta um exercício que considero indispensável para
se obter a flexibilidade dos braços: com os cavalos a galope e sem
rédeas, fazer, com as mãos, um acompanhamento, muito exagerado, dos
movimentos da boca do cavalo. Quando era instruendo do meu Curso de
Equitação,
chamávamos a este exercício: murros na direcção da boca do
cavalo.

Pode parecer estranho que faça esta
crítica quando na pág. III desta 2ª edição figuro como autor. Quero
explicar que não fui consultado para opinar sobre as alterações
introduzidas pelas observações indicadas pelo C.S.P. da E.N.E., de que
só tive conhecimento quando saiu esta 2ª edição, e que os desenhos aqui
reproduzidos também não são da autoria do Eng. Pedro Dória, como está
afirmado na mesma página. Não faço a mínima ideia de onde foram
copiados.

Por estas razões resolvi não autorizar
que, na futura 3ª edição, que há dois anos me foi afirmado que sairia
brevemente (o que ainda não aconteceu), figurasse o meu nome como autor.

Ainda,
oportunamante, propus a substituição dos desenhos acima indicados pelos
que apresento a seguir, feitos pelo Eng. Pedro Dória, mas foi-me
respondido que por urgência da publicação da 3ª edição do Manual tal
não era possível. Isto passou-se há mais de dois anos e o Manual ainda não apareceu. Consta-me agora que vai ser publicado por intervenção da Revista Equitação.

ASSIETTE – o que é?

Se compararmos estes desenhos com os anteriores, verificamos:

• O nº 1 desapareceu.

• De uma maneira geral as coxas estão mais verticais.

• No nº 2 o calcanhar está mais puxado para trás para que a coxa esteja mais vertical.

• Desapareceram os dois exercícios nº 7.

• Aparece um exercício novo nº7: socos na direcção da boca do cavalo, para flexibilização dos braço e ombros.

fonte equisport -pt

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Princesas de Chantilly

Princesas em Chantilly

A
norte americana Laura Kraut (Cedric) celebrou a sua primeira vitória
num Grande Prémio do Global Champions, deixando o segundo lugar para a
francesa Penelope Leprévost (Mylord Carthago*HN). A australiana Edwina
Alexander (Itot du Chateau) foi terceira.

Foi sem dúvida o “dia das amazonas” em Chantilly. Laura Kraut estava
particularmente feliz, depois da sua queda no Global Champions Tour de
Valença, Kraut não continha a sua alegria: “Há muito tempo que procuro
uma vitória no G.P. do GCT, finalmente consegui com Cedri! O cavalo
estava calmo, depois do esforço dispendido em Aachen, a semana passada.

Nota 10 para o chefe de pista italiano Uliano Vezanni. Foi
extraordinário, traçou um percurso que resultou em apenas 10 conjuntos
sem faltas na primeira mão. Comparando com AAchen que apurou 22
conjuntos, sendo que o Grande Prémio de Aachen, é suposto ser o mais
difícil do mundo.

A francesa Pénélope Leprévost (Mylord Carthago*HN) alcançou o seu
melhor resultado invidual no GCT, mas modesta como sempre disse, “Fui
uma sortuda na segunda mão, tenho que aprender a arriscar mais na
barrage e montar mais rápido, principalmente quando vejo os percursos
de Marcus Ehning. Tenho muito trabalho pela frente.”

Edwina estava satisfeita, principalmente depois da má experiência em
Aachen, quando Itot recusou um salto no Grande Prémio. “O incidente de
Aachen já passou à história… Itot fez progressos.”

As três princesas encantaram os 6.500 espectadores do Grande Prémio,
bem como Jan Tops, o director do GCT, que estava satisfeito por ter
escolhido Chantilly para integrar o Global Champions Tour.

Luciana Diniz com Winningmood terminaram em 13º lugar (4/4-68,41s).

Link dos resultados completos

fonte equisport-pt

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Como detectar e sentir uma Manqueira (parte I)

Da
autoria de Dr. Luís Miguel Atayde e Dr. Mário Galiza Mendes
apresentamos um artigo sobre um tema recorrente na equitação – a
claudicação (manqueira). Sendo um problema frequente nos cavalos de desporto, é de
extrema importância saber identificar o seu aparecimento, sendo por
vezes uma tarefa difícil, que exige algum treino e sensibilidade por
parte do observador seja veterinário, cavaleiro ou proprietário.

 autoria: Dr.Luís Miguel Atayde | Dr.Mário Galiza Mendes

 A claudicação poderá ser detectada
tanto pelas alterações que provoca no andamento normal do cavalo, com
poderá ser sentida pelo cavaleiro, devido às dificuldades e
resistências que possam surgir no cavalo ao realizar determinados
exercícios.

Quando observamos os andamentos do
cavalo, deveremos faze-lo tanto de frente como de perfil e de trás
(fig. 1). Para detectarmos a claudicação normalmente visualizamos o
cavalo a trote, pois a passo só se visualizam claudicações de grau
elevado.

fig1_doc_vet

Para facilitar a detecção de uma
claudicação será importante estarmos familiarizados do modo como se
processa o andamento normal do cavalo.

O trote é um andamento em que o
membro posterior esquerdo chega ao solo ao mesmo tempo que o anterior
direito, seguindo-se um período de suspensão, chegando de seguida o
membro posterior direito e anterior esquerdo simultaneamente ao solo.

Caracterizamos assim, o trote como
um andamento saltado, porque tem um período de suspensão; de dois
tempos (batidas) porque se ouve os membros a tocar no solo por duas
vezes antes de se completar um ciclo; e por fim, é um andamento
diagonal porque os membros que chegam no mesmo tempo ao solo são
diagonais (posterior esquerdo / anterior direito e posterior direito /
anterior esquerdo) (fig. 2).

fig_2_doc_vet

Perante uma claudicação temos que
descobrir qual o membro que está doloroso. Durante o apoio do membro
afectado o cavalo vai tentar aliviar a força de embate no solo,
provocando alterações visíveis na locomoção.

Uma
das alterações que podemos observar é o elevar da cabeça (fig. nº 3A),
no caso da dor se localizar num membro anterior, ou o elevar da garupa
(fig. n.º 3B), no caso da dor se localizar num membro posterior, quando
o membro afectado embate no solo
.

Estas claudicações em que o cavalo
contrabalança com o movimento da cabeça / garupa para aliviar o peso no
membro afectado, são as mais fáceis de detectar, mas nas claudicações
mais ligeiras poderá este movimento não ser observado.

Outra alteração que o observador
deverá estar atento é a força de embate do membro no solo, podendo esta
força ser avaliada pelo grau de extensibilidade do boleto. No apoio do
membro sem dor, verificamos que o boleto fica mais estendido e mais
baixo
, quando comparamos com o apoio do membro com dor (fig. nº 4).

Também, devido às diferentes forças
de apoio dos membros, poderemos ouvir o som provocado pela batida com
uma intensidade menor ou maior, consoante o membro afectado ou o
saudável chegam ao solo, sendo este som mais alto quando a força de
embate é maior, por conseguinte quando o membro saudável bate no solo.

fig3_doc_vet

Outro ponto que o observador deverá
estar atento, é na possibilidade de erro de diagnóstico quando se tenta
detectar uma claudicação.

O erro comum deve-se ao facto do
apoio dos membros no trote ser feito por diagonais, levando isto a que
se possa confundir a claudicação em diagonal, por exemplo um cavalo com
dor no membro posterior direito, alivia o peso quando a diagonal
posterior direito anterior esquerdo chega ao solo, podendo neste caso a
claudicação do posterior direito ser erroneamente diagnosticada como
uma claudicação do anterior esquerdo.

fig4_doc_vet

Poderemos ter vários tipos de
claudicação, numas a dor acontece quando o membro embate no solo
(claudicação do membro de apoio), noutras a dor surge quando o membro
se desloca no ar (claudicação do membro em suspensão) (fig. nº 5).

Normalmente as claudicações do
membro de apoio devem-se a problemas ósseos ou articulares das
extremidades distais dos membros, estruturas estas mais forçadas no
apoio do membro. Enquanto as claudicações do membro em suspensão são
provenientes na maior parte das vezes de problemas a nível muscular /
ligamentar da parte proximal do membro ou das articulações proximais
(ombro e soldra), estruturas estas mais forçadas quando o membro se
desloca no ar.

Estes dois tipos de claudicação,
comportam-se de maneira diferente em determinados tipos de exercícios.
No caso das claudicações do membro de apoio vão ser exacerbadas nos
círculos em que o membro afectado se encontra do lado de dentro, isto
porque os membros do lado de dentro do círculo suportam mais peso e
efectuam mais força no embate com o solo, isto tanto devido à
encurvação ao lado de dentro como à força centrípeta. Já as
claudicações do membro em suspensão são exacerbadas nos círculos em que
o membro afectado se encontra do lado de fora, isto porque os membros
do lado de fora têm que fazer um círculo com um diâmetro maior tendo
assim uma deslocação mais ampla (fig. nº 6).

fig5_doc_vet

Muito importante para ajudar no
diagnóstico de uma claudicação é, em simultâneo, o veterinário
compreender os dados que o cavaleiro fornece, e o cavaleiro saber
transmitir os dados ao veterinário. Isto porque, muitas claudicações
poderão ser ligeiras no exame clínico de rotina, mas sentidas pelo
cavaleiro como dificuldades que o cavalo apresenta ao longo do trabalho.

No trabalho a trote os membros que
suportam mais peso são os do lado da encurvação. Quando temos uma
claudicação o cavaleiro poderá sentir dificuldades no trabalho a trote
para a mão em que o membro afectado se encontra do lado dentro. Por
exemplo um cavalo com dor no membro anterior esquerdo poderá ter
dificuldades no trabalho para a mão esquerda, pesar na rédea esquerda,
ter uma resistência e ficar “duro” à esquerda (fig. nº 7). Uma defesa
que o cavalo poderá adoptar, quando se encurva para o lado do membro
que lhe dói, é fixar a garupa do lado dentro e assim transmitir o peso
e força de apoio para a espádua de fora (fig. n.º 8).

fig6_doc_vet

Nas claudicações do membro em
suspensão, o cavalo terá dificuldades nos alargamentos de trote,
principalmente quando são feitos num círculo em que o membro afectado
se encontra do lado de fora (fig. n.º 9).

fig7_doc_vet

Para compreendermos as dificuldades
que o cavalo poderá ter no galope, deveremos estar familiarizados de
como se processa este andamento em condições normais. O galope é um
andamento saltado, porque tem um período de suspensão. Tem três batidas
(tempos), sendo a primeira batida realizada quando posterior do lado de
fora chega ao solo, a segunda batida quando a diagonal posterior de
dentro e anterior de fora chagam ao solo, e por fim a terceira batida
quando anterior de dentro chega ao solo (fig. nº. 10). Os membros mais
forçados no galope são os que chegam sozinhos ao solo (posterior de
fora e anterior de dentro) (fig. nº 10) e os membros que dão a impulsão
(empurram) no galope são o anterior e posterior de fora.

fig8_doc_vet

Por exemplo um cavalo com uma
claudicação do membro posterior esquerdo, vai apresentar dificuldades a
sair a galope para a direita, pois no galope para a direita, o
posterior esquerdo (de fora) vai ser o mais forçado (fig. n.º 11 c). No
galope para a direita vai desunir-se passando a primeira batida a ser
realizada pelo posterior direito, a segunda batida posterior esquerdo
anterior esquerdo e a terceira batida anterior direito, assim o cavalo
alivia o esforço do membro posterior esquerdo, deixando este de apoiar
sozinho no solo (fig. n.º 12). O cavalo vai ter dificuldades nas
passagens de mão da esquerda para a direita, precipitando o galope ou
atrasando o posterior, devendo-se isto ao facto do cavalo passar a
apoiar o membro dolorido sozinho no solo.

Um cavalo com claudicação de um
membro anterior, tem tendência a picar o galope quando galopa para o
lado contrário ao da mão afectada, isto porque, o membro anterior de
fora em conjunto com o posterior de fora serem os membros que mais
impulsão imprimem ao galope, estando o membro anterior de fora
lesionado essa impulsão será limitada e o cavalo em vez de sair para
diante cai sobre as espáduas (fig. n.º 13)

fig9_doc_vet

fig10_doc_vet

legendafig10

fig11_doc_vet

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