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CASCOS ACHINELADOS

Com os estudos da biomecânica da locomoção dos eqüínos ficou comprovado que os métodos de aparação de cascos de ferrageamento, empíricos e que não respeitam a condição anatômica ideal dos cavalos, mantêm as pinças compridas e os talões baixos . Este método de aparação utilizado por falta de conhecimento ou por modismo é prejudicial à vida útil dos vários tecidos que compreendem o sistema locomotor, diminuindo a performance e a vida útil dos cavalos atletas.

As estatísticas mostram que, de cada 100 problemas diagnosticados nos locomotores, 80% estão nos membros anteriores e a grande maioria do joelho para baixo. A grande causa é a falta de alinhamento do sistema digital devido ao ângulo do casco menor do que o ângulo da paleta com a horizontal.

A pinça longa e os talões baixos, ocasionados pelo ângulo do casco menor do que o ângulo da paleta ou escápula, provoca um esforço maior de sustentação nos tendões flexores, ou seja, um braço de alavanca maior para suportar o peso de cima para baixo, que tenta jogar o boleto até o chão.

Os cavalos mais afetados são os atletas em corridas, salto, laço, esbarro, tambor e apartação, que usam os anteriores na propulsão ou paradas bruscas. O stress é maior no tendão flexor profundo devido ao atrito na região dos ossos sesamóideos e navicular.

Imagine o esforço no membro dianteiro em uma remada de mão do cavalo de corrida na reta final, um esbarro de quarto de milha quando o laço tem um novilho preso em sua ponta ou o esforço da puxada para virar o boi em uma vaquejada.

Quanto vale errar alguns graus na aparação do casco de um cavalo?

A tabela a seguir mostra que cada grau de achinelamento equivale a dezenas de quilogramas a mais nos tendões flexores. Coisa que poucos profissionais têm noção.

Os valores a seguir foram estimados para um cavalo atleta de porte médio – 500 Kg de peso vivo (PSI ou BH). Os efeitos podem ser maiores nos animais para hipismo e tração de grande porte.

Ângulo Digital
Alçamento em graus
Alívio tendões(Kg)
Alívio (%)
40
40>>60 = 20
129,5
37
45
45>>60 = 15
112,0
32
50
50>>60 = 10
87,5
25
55
55>>60 = 5
49,0
14
58
58>>60 = 2
17,5
5
59
59>>60 = 1
10,5
3

(*) Fonte A .P.Toledo – Alívio nos tendões anteriores de animal de 500 Kg de peso vivo com 350Kg nos anteriores (em repouso), com condição anatômica de 60 graus (inclinação de escápula) e cascos anteriores de comprimento 15 cm.

Conclusão:
1 – Respeite a condição anatômica ideal do seu cavalo.
2 – Conheça o ângulo da paleta e procure aparar o casco monitorando o serviço com um gabarito angulador de casco.
3 – Desconfie do profissional que diz ter olho clínico e que não apresenta maiores conhecimentos de sustentação e locomoção.
4 – O erro de apenas 1 grau representa muitos quilos a mais nos tendões flexores do seu cavalo.
5 – O cuidado consciente da aparação e do ferrageamento aumenta a performance do animal e diminui o risco de afecções.
6 – Devolva sempre o verniz raspado pelas ferramentas de aparação. Use o Cascotônico que devolve o verniz, tem ação lubrificante, bactericida e incentivadora do crescimento e renovação da matéria córnea do casco e ranilha.
7 – Com uma aparação adequada dos cascos e com a escolha das ferraduras e dos cravos que atendam as necessidades do cavalo o seu animal terá o máximo de performance com o mínimo de afecções.

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