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PORQUE O CAVALO BATE OS CASCOS.

Quando o casco deixa o chão e inicia o seu vôo, dependendo do ser ângulo e do alinhamento do eixo digital (eixo ântero – posterior), o deslocamento do locomotor ou passada pode acontecer de três maneiras básicas.
No primeiro caso (Fig. 1A), com o casco aparado naturalmente, quando os ossos digitais estão alinhados e o animal está na sua condição anatômica ideal, o vôo do casco acontece segundo um semi-círculo, com o centro abaixo do plano do solo. É como andar de bicicleta, onde o pé voa elegantemente seguindo sempre a mesma trajetória. O auge do vôo ou ponto mais alto se dá exatamente em frente ao locomotor contrário que se encontra, em baixo, apoiado.
Nesta condição o cavalo anda com elegância, avante e com o seu rendimento máximo.


No segundo caso (Fig. 1B), quando o eixo digital é quebrado para baixo, indicando um casco com ângulo menor do que a paleta (achinelado), o tendão flexor profundo está mais esticado do que o normal e o casco voa para cima, quando o animal retira o casco do chão, no início do vôo. Neste caso, dizemos que o animal alça o casco ou arpeja. O andamento fica deselegante, como se estivesse batendo tambor e o rendimento fica prejudicado em função do alçamento.

No terceiro caso (Fig. 1.C), quando o casco é mais fincado (ângulo do digital maior do que a paleta), o eixo digital é quebrado para cima e o tendão extensor, na parte anterior do locomotor, está sobretensionado.
Quando o animal retira o casco do chão, esse tendão tende a aliviar o esforço sobre ele e adianta o ponto máximo da trajetória (vôo do casco). Neste caso, o animal tem andamento rasteiro e chuta a grama ou o chão com a ponta do casco. Este andamento é muito comum nos posteriores dos muares.

Desta forma, vemos uma grande quantidade de cavalos que apresentam o problema de sobre alcance ou que batem castanhola quando andam, ou seja, o casco posterior alcança o anterior antes que este saia do chão, no início da passada.
Isto acontece quando o casco posterior fincado avança em vôo baixo para a frente (adianta a sua trajetória) e o casco anterior achinelado demora para sair do chão (atrasa a sua trajetória) devido a problemas de aparação incorreta.

Da mesma forma, podemos corrigir o problema com a aparação consciente dos cascos, respeitando a condição anatômica ideal do cavalo. A correção é feita, inicialmente, aumentando o ângulo do casco anterior e verificando com o gabarito de casco o ângulo ideal, igual ao da paleta, após a aparação.
O mesmo deve ser feito no casco posterior, diminuindo o ângulo do casco e verificando com o gabarito de casco o ângulo ideal, igual ou maior do que a paleta, após a aparação.

Assim, a aparação consciente dos cascos evita muitos problemas de locomoção dos cavalos atletas, que podem, ainda, resultar em afecções do sistema locomotor.

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