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Um Ano na vida de um Cavalo…

Um Ano na vida de um Cavalo…
Foto: Paula da Silva
Fonte: Susan McBane

Toda a vida biológica de um cavalo está ligada à sobrevivência da espécie. A Natureza não se preocupa com os nossos planos: ela continua, independentemente daquilo que queremos, manipulando as mentes e o corpo dos cavalos, em grande parte através do controlo hormonal, de modo a que estes possam sobreviver individualmente para procriar como uma espécie.

O cavalo é um animal foto-periódico, controlado pelas alterações da duração do dia durante o ano. É também um “reprodutor dos dias longos”, sendo nesta altura do ano que se reproduzem. Vamos ver o que acontece às fêmeas e aos machos ao longo de um ano.

INVERNO

No Inverno, muitas plantas e animais estão inactivos, em hibernação ou a operar a um nível mínimo, à espera que a Primavera faça crescer a erva e traga tudo de volta à vida novamente.
Os cavalos têm nesta altura a necessária pelagem de Inverno, que fica completa a partir do fim de Novembro. A comida é escassa e os pequenos tufos de vegetação congelada que eles conseguem raspar do chão têm muito pouco, ou até nenhum, valor nutritivo: eles vivem nesta altura principalmente da gordura corporal que acumularam durante as épocas de maior abundância.
Assim que o solstício de Inverno passa (sendo o dia mais curto do ano por volta do dia 21 de Dezembro no hemisfério norte), os cérebros dos cavalos sentem que os dias estão a ficar mais longos. É produzida cada vez menos melatonina – uma hormona que suprime a actividade reprodutora – e o comprido pêlo de Inverno começa a cair, preparando os cavalos, lentamente, para a procriação.

PRIMAVERA

Nesta altura, estas mudanças são claras, à medida que as hormonas, tanto nas éguas como nos garanhões, se agitam. Os garanhões lutam por território e supremacia, e as éguas com o cio tentam atrair a sua atenção. O poldro nascido no ano passado, agora com um ano de idade, irá ser afastado caso tente mamar. O pêlo de Inverno cai em abundância; o cavalo irá estar coberto por pêlo suave de Verão em Maio.
A relva em crescimento, rica em nutrientes, restitui o peso aos corpos magros, fornecendo matéria para a produção do leite nas éguas e alimentação para os poldros. Os dias mornos e amenos são aquilo de que eles precisam para se desenvolverem.

VERÃO

As éguas continuam em pleno cio; se não ficarem grávidas no início deste – e muitas não ficam, no estado selvagem – há muito tempo para tentarem de novo, ou então tiram um ano de descanso.

O conteúdo nutritivo da erva diminui nesta altura do ano, mas os cavalos adultos já recuperaram das suas perdas do Inverno e os poldros tiveram um bom começo na Primavera, portanto isto não é grave. Todos os cavalos estão agora anafados e com o pêlo lustroso, ocupados com a reprodução e com a alimentação dos mais jovens.

Mas o Verão traz também um importante ponto de viragem no ano – o solstício de Verão, o dia mais longo do ano no hemisfério norte. Mais uma vez, o cérebro detecta a redução da quantidade de luz do dia recebida pelos olhos, e muito lentamente, os relógios internos dos cavalos começam a atrasar.

OUTONO

As hormonas reduzem a sua actividade à medida que a melatonina aumenta: o pêlo de Verão torna-se baço e os cavalos perdem tanto o interesse como a capacidade para o sexo.

A época do cio termina; paralelamente, há um aumento do conteúdo de hidratos de carbono da erva, o que proporciona a acumulação de gordura corporal dos cavalos para o Inverno que se segue.

fonte equistort-pt

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